Valorização da Cultura e Promoção da Economia Criativa

O debate do eixo temático ‘Valorização da Cultura e Promoção da Economia Criativa’ no DF foi realizado pela pré-candidatura de Jacy Afonso à Câmara Distrital no dia 18 de maio, na sede do Sindicato dos Bancários. A discussão foi feita a partir da apresentação de dois documentos produzidos por Zé Ricardo Fonseca, ativista do direito à cidade e presidente do PT/Plano Piloto, e Ana Paula Cusinato, conselheira de Cultura do Cruzeiro e Secretária de Cultura do PT/D/F.

Também participou da mesa discussão o compositor e violeiro Chico Nogueira, criador da primeira orquestra de viola caipira no Brasil e integrante do grupo Mambembricantes. A síntese do debate e das propostas seguem abaixo.

Brasília é o experimento urbano cultural mais ousado da história recente do Brasil. Não apenas pela monumentalidade de sua arquitetura, mas principalmente porque o DF é a síntese viva das culturas brasileiras que aqui se encontraram, se transformando num território de confluência simbólica, onde diferentes matrizes culturais se entrelaçam e produzem algo novo.

Mas essa riqueza cultural e essa potencialidade do Distrito Federal estão sendo desprezadas e desperdiçadas por uma política do governo Celina/Ibanez que despreza a cultura, nega o direito da população à ocupação do território e criminaliza a cultura popular, dentro de uma lógica da segurança e da desconfiança da rua.

A pré-candidatura de Jacy Afonso propõe inverter essa lógica.

  • Transformar o DF na capital da economia criativa, tendo a cultura como eixo estruturante do desenvolvimento que gera renda, identidade, pertencimento e qualidade de vida. Para isso é preciso reformar o Fundo de Apoio à Cultura (FAC), descentralizar os recursos para as periferias e investir em fomento, ocupação do espaço público.
  • Criar o vale-cultura distrital. Possibilitar recursos mensais para a população consumir cultura local e incentivar o público a frequentar shows, teatros, filmes e eventos populares.
  • Potencializar o Carnaval de Brasília. Consolidar o DF como um dos grandes polos da folia no país, tanto com blocos de rua como desfiles de escola de samba. O Carnaval movimenta cadeias produtivas inteiras: músicos, técnicos, figurinistas, costureiras, designers, produtores, ambulantes, bares, feiras e pequenos comércios locais. Estimativas da Confederação Nacional do Comércio (CNC) indicam que com a ausência do Carnaval o DF deixou de movimentar cerca de R$ 320 milhões em 2025, com geração de aproximadamente 850 empregos temporários formais, além de impacto expressivo no comércio e no turismo.
  • Arte por toda parte”. Ocupar os espaços públicos com cultura, transformar praças, ruas, estações e setores comerciais em palcos. Reformar e reabrir equipamentos culturais. Reformar o Teatro Nacional e reconstruir o Cine Itapoã. Transformar o Conic e o Conjunto Nacional em polos de convivência e cultura.
  • Criar circuitos culturais nas periferias. Multiplicar pontos de cultura e garantir programação contínua (batalhas de rima, saraus, rodas de samba, maracatu).

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